Interview avec Francine Christophe

E aqui está mais um vídeo para você estudar a falar francês!

Se você quer aprender a falar francês saiba de uma das ferramentas essenciais é o contato que você deve ter com conteúdos em francês. Você precisa mergulhar no francês! Escutar o máximo de conteúdo em francês para que você possa aprimorar sua compreensão oral e, por consequência, a escrita também.

Nessa seção de posts, a ideia é justamente lhe auxiliar nessa tarefa! A ideia é postar vídeos acompanhados da transcrição do conteúdo em francês e com a tradução em português. Ouvir e ler o francês repetidamente são ferramentas essenciais para o seu aprendizado!

Os vídeos são retirados do próprio youtube, então curte e compartilhe os vídeos! Assim retribuímos a gentileza das pessoas que postaram esses conteúdos para nós!

Depois me digam se gostaram! Ou se tiverem alguma dúvida é só falar! Escreva para mim: [email protected]

Interview avec  Francine Christophe.

Je m’appelle Francine Christophe. Je suis née le 18 août 1933. 1933 c’est l’année où Hitler prend le pouvoir.

 Voilà, c’est mon étoile. Je l’apporte sur la poitrine, bien entendu, comme tous les Juifs.      C’est gros, n’est-ce pas ? Surtout sur une poitrine d’enfant, puisque j’ai  8 ans à ce moment là.

Il s’est passé dans mon camp de Bergen-Belsen quelque chose de tout à fait d’extraordinaire.

Je rappelle que nous étions des enfants de prisonniers de guerre, et à ce titre, privilégiés, donc nous avions eu le droit d’emporter de France , un petit, un petit  sac avec deux, trois petites choses.  Une femme un petit bout de chocolat, une femme un petit morceau de sucre, une femme une petite poignée de riz.  Maman avait emporté deux petits morceaux de chocolat. Elle me disait

–          « On garde ça pour le jour où je te verrai vraiment, complètement par terre, fichue. Je te donnerai   ce chocolat et il t’aidera peut-être à remonter. »

Il y avait parmi nous une femme qui avait été déportée  lorsqu’elle était enceinte. Ça ne se voyait pas, évidemment, elle était si maigre.  Mais, n’empêche que le jour de l’accouchement est arrivé et elle est partie au Revier*  accompagnée de ma mère qui était notre chef de baraque. Et avant de partir ma mère me dit :

–          « Tu te souviens  que je garde un morceau de chocolat ?

–          – Oui, maman.

–          Comment te sens-tu ?

–          Bien maman. Ça peut aller.

–          Alors, si tu me le permets, ce morceau de chocolat je l’apporterai à notre amie Hélène, parce qu’un accouchement ici, elle va peut-être mourir et si je lui donne le chocolat, ça l’aidera peut-être.

–          Oui maman, tu le prends.

Hélène a accouché. Elle a accouché d’un bébé tout une petite chose malingre. Elle a mangé le chocolat, elle n’est pas morte, elle est revenue dans la baraque. Le bébé n’a jamais pleuré, jamais ! pas même geint. Au bout de 6 mois la Libération est arrivée. On a défait tous ses chiffons, le bébé a crié ! C’était là sa naissance. Nous l’avons ramené en France. Tout petit truc de 6 mois, minuscule.

Il y a quelques années, ma fille me dit : « Maman, si vous aviez eu des psychologues ou des psychiatres à votre retour, ça se serait mieux passé pour vous.

J’ai dit sûrement, mais il  n’y en avait pas. Plus personne n’y a pensé même s’il avait eu. Mais tu me donnes une bonne idée, on va faire une conférence là-dessus.

J’ai organisé une conférence sur le thème « et s’il avait eu des psys en 1945 à notre retour des camps, comment est-ce que ça se serait passé ? ». j’ai eu beaucoup de monde, des anciens, des survivants,  des.. des curieux, et puis beaucoup de psychologues, de psychiatres, de psychothérapeutes,  tout ce monde là est venu. Très intéressant, chacun avait son idée, c’était très bien. Et puis il y a une femme qui est arrivée qui a dit :

« Moi, j’habite Marseille, je suis médecin psychiatre et avant de vous faire ma communication j’ai quelque chose à donner à Francine Christophe », c’est-à-dire à moi. Elle fouille dans sa poche, elle sort un morceau de chocolat elle me le donne et elle me dit :

-Je suis le bébé !

Neste vídeo,

  • *Une pièce était réservée dans le block du Revier, la « Kiderzimmer » pour les femmes enceintes, dans cette pièce la survie des enfants ne dépassait pas trois semaines.

*Um local era reservado no bloco do  « Revier », a « Kiderzimmer »para as mulhreres grávidas, neste local a sobrevida das crianças não ultrapassava três semanas.

Entrevista com Francine Christophe

Eu me chamo Francine Christophe. Eu nasci em 18 de agôsto de 1933. 1933 é o ano em que Hitler toma o poder.

Eis aqui minha estrela. Eu a trago sobre o peito, bem entendido, como todos os Judeus. É grande, não? Principalmente no peito de uma criança, já que eu tenho 8 anos neste momento.

Aconteceu no meu campo de Bergen-Belsen uma coisa extraordinária.

Quero lembrar  que nós éramos  filhas de prisioneiros de guerra, e por esta razão, privilegiadas, então nós tivemos o direito de levar da França, uma pequena, uma pequena bolsa  com duas ou três coisas. Uma mulher um pedaço de chocolate, outra mulher um pedaço de açucar, uma mulher um punhadinho de arroz. Mamãe tinha levado dois pedacinhos de chocolate. Ela me dizia:

–  “Guardamos isto para o dia que eu te verei realmente, completamente no chão, acabada. Eu te darei este chocolate e ele te ajudará a reerguer”.

Havia entre nós uma mulher que tinha sido deportada quando ela estava grávida. Não se notava, evidentemente, ela estava tão magra. Mas, isso não impede que o dia do parto chegue e ela foi para o Revier *(hospital) acompanhada de minha mãe que era nossa chefe de barraca. E antes de sair minha mãe me disse:

– Você se lembra que eu guardo um pedaço de chocolate?

– Sim, mamãe.

– Como você se sente?

– Bem mamãe. Estou bem.

– Então se você me permite, este pedaço de chocolate  eu o levarei para nossa amiga Hélène,  porque um parto aqui, ela talvez vai morrer et se eu lhe der o chocolate, isto talvez a ajudará.

– Sim mamãe, pegue-o.

Hélène deu a luz. Ela deu a luz a um bebê,  uma coisinha magrinha. Ela comeu o chocolate, ela não morreu. Ela voltou para a barraca. O bebê nunca chorou, nunca! Nem mesmo um gemido.  6 meses depois  a libertação aconteceu. Nós tiramos seus trapos.O bebê gritou! Foi ali que ele  nasceu. Nós o trouxemos para a França. Aquela  coisinha de 6 meses, minúscula.

Há alguns anos, minha filha me disse: “Mamãe, se vocês tivessem  tido psicólogos ou psiquiatras quando voltaram, teria sido mais fácil para vocês?”

Eu disse seguramente, mas não havia. Se tivesse tido  ninguém teria  pensou nisso. Mas você me dá uma boa idéia. Vamos fazer uma conferência sobre isso.

Eu organisei uma conferência sobre o tema “E se tivesse tido psicólogos em 1945 quando voltamos  dos campos, como teria sido?”. Muitas pessoas vieram, idosos, sobreviventes, curiosos , e também muitos psicólogos, psiquiatras, psicoterapeutas, todas estas pessoas vieram. Muito interessante, cada um tinha sua idéia, foi muito bom. E depois houve uma mulher que disse:

“Eu, eu moro em Marselha, eu sou médica psiquiatra e antes de fazer minha comunicação eu tenho algo a dar à Francine Christophe”, ou seja, para mim. Ela vasculha no seu bolso, ela tira um pedaço de chocolate e ela me dá e me diz:

– Eu sou o bebê!

  • *Une pièce était réservée dans le block du Revier, la « Kiderzimmer » pour les femmes enceintes, dans cette pièce la survie des enfants ne dépassait pas trois semaines.

*Um local era reservado no bloco do  « Revier », a « Kiderzimmer »para as mulhreres grávidas, neste local a sobrevida das crianças não ultrapassava três semanas.

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